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Segurança digital: o que os bancos podem fazer para deixar o seu dinheiro a salvo?

O surgimento da internet e o crescimento em larga escala das plataformas digitais trouxeram vários benefícios para o setor bancário, mas também algumas preocupações. A principal delas diz respeito à segurança digital.


De acordo com a 10º edição da pesquisa Bank Risk Management, que é elaborada pela consultoria Ernest Young em parceria com o Instituto de Finanças Internacionais, estão entre as principais preocupações dos diretores de risco (Chief Risk Officers ou CROs) no mundo inteiro a questão da cibersegurança.


No post de hoje, vamos abordar os principais aspectos que norteiam a segurança online e como aplicá-la de forma eficiente na sua vida. Boa leitura!



Em que consiste a segurança digital no segmento bancário?

O volume de dados gerados dentro de um banco aumentou muito, principalmente porque os canais de fluxo de informações são diversos e passam por vários caminhos, como sistemas de gestão interna, plataformas de internet banking, caixas eletrônicos, agências físicas, e-mails, planilhas, entre outros.


Além disso, hoje existem os mecanismos de cloud computing (computação na nuvem) e do acesso através de dispositivos móveis como desktop e smartphones que potencializam ainda mais o fluxo de transferência de informações.


Em função deste cenário, é imprescindível o investimento em soluções para garantir a segurança digital dos arquivos dos clientes, visando minimizar a possibilidade de ataques cibernéticos.



Existe legislação do Banco Central sobre esse tema?

Neste contexto, o Banco Central publicou no Diário Oficial da União, no ano passado, uma circular que estabelece diretrizes para instituições financeiras, no que diz respeito à contratação de empresas de processamento e armazenamento de dados e computação na nuvem.


A norma define que as companhias do segmento devem comunicar previamente ao Banco Central sobre a contratação dos serviços em um prazo máximo de 10 dias, após a efetivação do acordo de trabalho.



O que levar em consideração sobre segurança digital dos bancos?

Os investimentos em segurança virtual englobam a adoção de técnicas e cuidados diferenciados. Confira alguns exemplos:


Acessos diferenciados

A gestão de identidades e acessos consiste em estabelecer políticas de acessibilidade a sistemas, que vão variar conforme a função e cargo ocupado dentro da empresa.


Existem plataformas especializadas em estabelecer esse controle de acessos, como a Identity and Access Management (IAM), que possibilita um constante monitoramento interno, buscando proporcionar maior segurança no seu dia a dia.


Políticas de boas práticas

Outra medida interessante diz respeito à conscientização dos seus colaboradores, na conduta na hora de manusear dados e informações dentro da companhia.


Neste contexto, é válido investir em ações para orientar os profissionais sobre algumas medidas simples a serem adotadas durante a rotina do trabalho, mas que fazem toda diferença na segurança digital do seu negócio.


Entre elas estão não abrir e-mails desconhecidos e suspeitos e não conectar pendrives, HDs externos e smartphones sem que os equipamentos estejam protegidos por antivírus.


Criptografia de senhas

Uma das formas de deixar as transações financeiras mais seguras e eficientes é implantar a criptografia de senhas, com o intuito de proporcionar mais tranquilidade para os clientes, no que se refere a gestão dos seus recursos financeiros.


Além de criptografar, é importante estabelecer como regra a intercalação de letras e números na criação de senhas, buscando dificultar possíveis fraudes e ataques cibernéticos.


Softwares de proteção

Além dos já conhecidos antimalwares, antivírus e firewalls, existem outros mecanismos que proporcionam maior segurança digital.


Um deles é a tecnologia Blockchain, uma ferramenta que está ganhando notoriedade e funciona como cadeia de blocos digitais, onde cada um tem um acesso específico e eles se conectam entre si por meio de login e senha.


Sendo assim, eles criam um encadeamento completo da infraestrutura, trazendo maior proteção para os clientes.


Também é importante trabalhar com instituições financeiras que transmitam confiança e eficiência na gestão do seu dinheiro.


O DotBank possui total expertise, não só em oferecer as melhores soluções bancárias para seus clientes, mas em dar todo o suporte aos seus correntistas, buscando orientá-los a não se deixar levar por ações criminosas de crackers.


Além disso, a empresa conta com modernas tecnologias para melhor gestão e armazenamento dos registros dos titulares das contas.



Por que é importante investir em segurança digital?

Os ataques cibernéticos têm acontecido com frequência cada vez maior nos últimos anos. Dados compilados no Relatório Sobre Ameaças à Segurança na Internet 2019, que foi elaborado pela Symantec, mostram que 96% dos ataques sofridos por companhias tiveram o propósito de extrair informações confidenciais.


O estudo só reforça a necessidade de investimento em ações para minimizar a possibilidade de invasões criminosas pela internet, pois tais ataques resultam em vazamento de informações sigilosas de empresas e clientes, o que pode acarretar em prejuízos para os negócios e perda de credibilidade no mercado.


Além das boas práticas que citamos anteriormente, uma medida eficaz para resolver este problema é investir em softwares de gestão que ajudam a organizar todos os arquivos e processos.


Trata-se de uma tecnologia que reduz possíveis brechas e falhas a serem exploradas por cibercriminosos, deixando o gerenciamento das informações da sua empresa mais eficiente e seguro.



Quais canais digitais, em geral, estão disponíveis para as operações financeiras dos bancos?

De uma forma geral, as operações financeiras dos bancos são realizadas em dispositivos móveis como celulares e computadores.


A prática ganhou ainda mais força durante a pandemia do Coronavírus, já que as pessoas estão em isolamento social e as agências restringiram o atendimento das demandas bancárias.


Uma pesquisa da Federação Brasileira de Bancos, que foi divulgada neste ano, mostra que as transações bancárias cresceram 11% em 2019, totalizando 89,9 bilhões de operações.


Desse montante, 39,4 bilhões, valor que corresponde a 44% do total, correspondem a transações em mobile banking. As principais atividades realizadas são transferências, tomadas de crédito, pagamento de contas, entre outros.



Conclusão

Ao longo do post, nós mostramos que a segurança digital é um dos pilares do atual formato de relacionamento entre bancos e seus correntistas, pois é desta forma que as instituições financeiras podem oferecer as melhores soluções para seus clientes.

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