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4 motivos que mostram que os boletos permanecerão em uso mesmo com a chegada do Pix

O boleto é um dos meios de pagamento mais utilizado para realizar transações financeiras e continua sendo um bom negócio para pessoas jurídicas.

O Pix trouxe uma grande revolução para os meios de pagamentos e acompanha a evolução no setor bancário, que já incorporou no dia a dia das pessoas e empresas outras tecnologias como os tokens, o internet banking, biometria e mobile banking. O pagamento instantâneo é a forma mais moderna e eficiente para transferências, entretanto, não exclui outras modalidades, como é o caso do boleto bancário, hoje um dos meios mais utilizados para realizar transações financeiras – e o mais usado no pagamento de faturas de serviços públicos. Segundo a Febraban, são gerados cerca de 3,6 bilhões de boletos anualmente no Brasil. Mesmo com a grande novidade do Pix, ele deve permanecer ativo por oferecer algumas vantagens e funcionalidades para pessoas jurídicas.



Boleto é mais democrático


Ainda que haja um grande esforço para bancarizar as pessoas, de acordo com uma pesquisa feita pelo Instituto Locomotiva em 2019, são 45 milhões de desbancarizados no Brasil, que juntos movimentam mais de R$ 800 bilhões por ano. Para utilizar o Pix, é necessário ter conta no banco para receber e efetuar pagamentos, enquanto o boleto, qualquer empresa emite e pode ser pago (vencido também) em lotéricas, agências bancárias e no caixa eletrônico. O Pix necessita do acesso digital, é preciso ter celular ou computador. O boleto acaba sendo mais democrático e com alcance maior, por não exigir acesso à internet e celular ou computador para operacionalizar.



É possível emitir boleto de qualquer valor sem passar por análise


Existe um limite de valor para transferências via Pix. Se for maior que R$ 3 mil, terá que passar por uma análise do banco (dependendo da instituição financeira). Por outro lado, é possível emitir o boleto de qualquer valor de maneira simples e sem necessidade de aprovação.



Boleto oferece parcelamento e agendamento


Por enquanto, o Pix é muito mais focado em pessoas físicas, apesar de já ter sido anunciado o Pix Cobrança, que deve atender mais às pessoas jurídicas. Enquanto isso, o boleto continua na vantagem de possibilitar facilidades, como o agendamento e parcelamento, enquanto o Pix oferta somente o pagamento único.




O boleto é mais direcionado para pessoa jurídica e o Pix para pessoa física


A Débito Direto, fintech que atua na organização e pagamento de boletos para pequenas e médias empresas, acompanha esse movimento e, na contramão de muitas previsões de que o Pix traria o fim dos boletos, aponta um crescimento vertiginoso. Em grandes empresas, os boletos são emitidos por software, que neste caso ainda não estão preparados e adaptados para o Pix. Além disso, as organizações deste porte descontam títulos e boletos com factoring e securitizadora, processos que no Pix também não foram disponibilizados.


“Percebemos o Pix como uma excelente ferramenta, entretanto, mais direcionada à pessoa física para transações mais informais, como dividir contas de restaurante, transferir dinheiro para um amigo, por exemplo. Entendemos que os boletos vão continuar mesmo com esta inovação no sistema financeiro. Os serviços conviverão e serão usados para finalidades distintas e conforme forem mais convenientes ao usuário”, comenta Bruno Grahl, CEO da Débito Direto.


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